
Bandeiras promovem Copa da África do Sul, que começará no dia 11 de junho. Após erros, Fifa mudará sistema de venda de ingressos para o torneio no Brasil, em 2014.
REUTERS/Siphiwe Sibeko
Por Pedro Fonseca
CURITIBA (Reuters) - A seleção brasileira vai colocar em prática a partir de sexta-feira, quando começa sua preparação para a Copa do Mundo, um plano para isolar os jogadores e evitar a exposição e o oba-oba que foram consideradas responsáveis pelo fracasso do país no Mundial de 2006.
Desde que assumiu a equipe, logo após a derrota para a França nas quartas-de-final da Copa da Alemanha, o técnico Dunga sempre citou o badalado período de treinos do Brasil em Weggis, na Suíça, como um exemplo do que não poderia voltar a acontecer, e a blindagem promete afetar tanto a torcida quanto a mídia.
"Tudo o que observei e tudo o que falaram (sobre Weggis), é lógico que não vamos deixar que aconteça", afirmou Dunga após anunciar a convocação dos jogadores para a Copa, na semana passada.
"Só peço para os torcedores acreditarem e confiarem. E pedir desculpas, porque eles não terão tanta informação sobre a seleção brasileira. Peço um pouco de paciência para o torcedor porque precisamos de privacidade, sem oba-oba, sem confusão", acrescentou.
Se em Weggis os treinos do Brasil tinham ingressos à venda, inclusive com presença de escolas de samba, o centro de treinamento do Atlético Paranaense, escolhido agora para abrigar a primeira fase da preparação brasileira, tem como característica a privacidade que reserva aos jogadores.
Com oito campos à disposição, Dunga poderá realizar atividades longe dos olhares da torcida e da imprensa, e o local ainda conta com toda a estrutura necessária para as avaliações médicas e físicas, o que significa que nenhum jogador precisará sair da concentração durante os seis dias.
O local foi escolhido em detrimento da Granja Comary, centro de treinamento oficial da seleção em Teresópolis (RJ), onde os jogadores têm contato direto com repórteres e os treinos sempre são acompanhados por centenas de torcedores.
Quando chegar à África do Sul, o isolamento dos jogadores será mantido. O hotel que servirá como base da equipe, em Johanesburgo, levantou uma cerca para separar o espaço reservado à equipe de um campo de golfe que faz parte do complexo.
O acesso ao hotel será permitido apenas aos integrantes da comitiva da CBF, que serão os únicos hóspedes durante o Mundial.
Ao contrário de 2006, quando jogadores foram flagrados curtindo a noite durante a preparação, desta vez eles serão controlados com mais rigor.
A decisão de isolar a seleção, com respaldo do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, também promete afetar em cheio a cobertura jornalística da seleção, em especial por parte das emissoras de tevê que, em Weggis, transmitiam todos os treinos da seleção ao vivo.
Já durante as eliminatórias o técnico Dunga passou a proibir imagens de seus treinamentos e a restringir as entrevistas concedidas pelos jogadores.
Até o voo da seleção, que tradicionalmente levava junto os jornalistas que cobrem a equipe, agora teve o número de convidados bastante reduzido a pedido da comissão técnica.
"Vai ser a cobertura de Copa do Mundo mais fechada dos últimos tempos", alertou o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva.
REUTERS/Siphiwe Sibeko
Por Pedro Fonseca
CURITIBA (Reuters) - A seleção brasileira vai colocar em prática a partir de sexta-feira, quando começa sua preparação para a Copa do Mundo, um plano para isolar os jogadores e evitar a exposição e o oba-oba que foram consideradas responsáveis pelo fracasso do país no Mundial de 2006.
Desde que assumiu a equipe, logo após a derrota para a França nas quartas-de-final da Copa da Alemanha, o técnico Dunga sempre citou o badalado período de treinos do Brasil em Weggis, na Suíça, como um exemplo do que não poderia voltar a acontecer, e a blindagem promete afetar tanto a torcida quanto a mídia.
"Tudo o que observei e tudo o que falaram (sobre Weggis), é lógico que não vamos deixar que aconteça", afirmou Dunga após anunciar a convocação dos jogadores para a Copa, na semana passada.
"Só peço para os torcedores acreditarem e confiarem. E pedir desculpas, porque eles não terão tanta informação sobre a seleção brasileira. Peço um pouco de paciência para o torcedor porque precisamos de privacidade, sem oba-oba, sem confusão", acrescentou.
Se em Weggis os treinos do Brasil tinham ingressos à venda, inclusive com presença de escolas de samba, o centro de treinamento do Atlético Paranaense, escolhido agora para abrigar a primeira fase da preparação brasileira, tem como característica a privacidade que reserva aos jogadores.
Com oito campos à disposição, Dunga poderá realizar atividades longe dos olhares da torcida e da imprensa, e o local ainda conta com toda a estrutura necessária para as avaliações médicas e físicas, o que significa que nenhum jogador precisará sair da concentração durante os seis dias.
O local foi escolhido em detrimento da Granja Comary, centro de treinamento oficial da seleção em Teresópolis (RJ), onde os jogadores têm contato direto com repórteres e os treinos sempre são acompanhados por centenas de torcedores.
Quando chegar à África do Sul, o isolamento dos jogadores será mantido. O hotel que servirá como base da equipe, em Johanesburgo, levantou uma cerca para separar o espaço reservado à equipe de um campo de golfe que faz parte do complexo.
O acesso ao hotel será permitido apenas aos integrantes da comitiva da CBF, que serão os únicos hóspedes durante o Mundial.
Ao contrário de 2006, quando jogadores foram flagrados curtindo a noite durante a preparação, desta vez eles serão controlados com mais rigor.
A decisão de isolar a seleção, com respaldo do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, também promete afetar em cheio a cobertura jornalística da seleção, em especial por parte das emissoras de tevê que, em Weggis, transmitiam todos os treinos da seleção ao vivo.
Já durante as eliminatórias o técnico Dunga passou a proibir imagens de seus treinamentos e a restringir as entrevistas concedidas pelos jogadores.
Até o voo da seleção, que tradicionalmente levava junto os jornalistas que cobrem a equipe, agora teve o número de convidados bastante reduzido a pedido da comissão técnica.
"Vai ser a cobertura de Copa do Mundo mais fechada dos últimos tempos", alertou o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva.
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